sábado, 24 de abril de 2010

Divulgação: Meu Amor é um Vampiro


Ok, sei que você ficou desconfiado ao ver essa capa, mas olha lá embaixo a qualidade das autoras! Só pelos nomes envolvidos, acredito que será um trabalho diferenciado, que vai trazer histórias de qualidade para as adolescentes (que merecem qualidade, embora muita gente acha que não) e também para os fãs de uma boa literatura. Eu sei que eu vou comprar com certeza, pois fiquei curiosíssimo para conferir o resultado! Abaixo, mais detalhes sobre o livro e as escritoras. Abraço!

MEU AMOR É UM VAMPIRO – Coleção Amores Proibidos

A coleção Amores Proibidos vem mostrar que o amor verdadeiro vence todas as barreiras, e pode fazer pessoas muito diferentes descobrirem que tem algo em comum, mesmo quando o coração de uma delas não bate há séculos.
Se apaixonar não é nada fácil. Rola ansiedade, expectativa e muito nervosismo pensando no primeiro encontro e, quem sabe, no primeiro beijo. Imagine então quando o pretendente é um vampiro?
Pode ser um bem tradicional de capa e longos caninos, um sombrio e misterioso que aparece de repente na sua janela ou um aventureiro de moto e calça jeans, louco para te levar em um passeio inesquecível. Nesses casos, a adrenalina é ainda maior!
Nas perigosas páginas de Meu Amor é um Vampiro você conhecerá histórias fantásticas das melhores autoras de literatura vampiresca nacional, repletas de casais apaixonados e situações surpreendentes. Mas não pense que tudo são flores e caixas de bombom, afinal de contas, encontrar o par perfeito pode esconder terríveis surpresas.
Proteja o seu pescoço e marque um encontro com histórias que vão do romance ao susto, do suspense ao riso, numa leitura com beijos de tirar o fôlego.
Quem nunca se apaixonou que enfie a primeira estaca.
Essa coletânea é organizada pelo escritor Eric Novello e pela editora Janaína Chervezan, leitores assíduos de literatura de vampiros, e tem o prefácio da dama morcega Giulia Moon, uma das maiores escritoras brasileiras dentro do gênero de terror vampiresco.

Adriana Araújo
é uma criatura estranha com idéias esquisitas. Cria histórias em tempo integral e estuda Química na UFMG para se distrair. Já publicou contos nas coletâneas Pacto de Monstros (2009) e Paradigmas 4 (2010) e mantém os sites de tirinhas Bram & Vlad, sobre vampiros, clichês e coisas da vida e Periódicas, onde a Química ri. Seu lema de vida é "não se leve tão a sério".

Ana Carolina Silveira
é advogada, blogueira, leitora inveterada e escritora eventual, não necessariamente nesta ordem. Tem residência variável, sendo a atual Belo Horizonte-MG. Jogou muito Vampiro: A Máscara durante a adolescência e até hoje tem uma quedinha por Lestat de Lioncourt.

Cristina ‘Tziganne’ Rodriguez tem alma e vida de cigana. Muda incessantemente, procurando descobrir algo de novo no mundo que a cerca. Romântica, acha que o amor supera tudo, inclusive vampirismo. É casada e tem um filho. Dedica-se a escrever e a tentar cuidar de plantas, sem muito sucesso. ‘O vermelho do teu sangue’ é seu primeiro conto publicado. Para saber mais sobre ela, visite: http://tziganne.blogspot.com

Giulia Moon
é paulistana, formada em publicidade e propaganda pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Já foi diretora de arte, ilustradora, diretora de criação e sócia de agência de propaganda. Giulia tem três coletâneas de contos publicadas: Luar de Vampiros (2003), Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros (2004) e A Dama-Morcega (2006). Em 2009, lançou o seu primeiro romance, Kaori: Perfume de Vampira. Participou das coletâneas Amor Vampiro (2008), Território V (2009), Galeria do Sobrenatural (2009) e Imaginários Vol. 1 (2009). http://phasesdalua.blogspot.com/

Helena Gomes
é jornalista, professora universitária e autora dos livros de ficção Assassinato na Biblioteca, Lobo Alpha, Código Criatura, Kimaera – Dois mundos, Nanquim – Memórias de um cachorro da Pet Terapia (infantil), O Arqueiro e a Feiticeira, Aliança dos Povos e Despertar do Dragão (os três últimos da saga A Caverna de Cristais). É também coautora da não-ficção Memórias da Hotelaria Santista (1997). Publica contos em sites, antologias e revistas. Mais sobre seu trabalho em http://mundonergal.blogspot.com

Nazarethe Fonseca
nasceu em São Luís, Maranhão. Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho que se tornaria seu primeiro livro, uma trama policial. É autora da saga Alma e Sangue, iniciada com O Despertar do Vampiro e que prossegue em O Império dos Vampiros. Escreveu também Kara e Kmam, e publicou contos nas coletâneas Necrópole: Histórias de Bruxaria e Anno Domini. Mora atualmente em Natal, Rio Grande do Norte. Seu e-mail de contato é almaesangue@gmail.com.

Regina Drummond
é mineira e mora em Munique, Alemanha. Apesar da sua formação de professora, nunca deu aulas, mas sempre trabalhou com literatura. Autora de muitos livros, tradutora e contadora de histórias, fala alemão, inglês e francês. Já ganhou alguns prêmios e destaques, sendo o mais importante o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, como editora. Escreve ainda para jornais e revistas, nacionais e internacionais. Entre seus livros, destacam-se “Destino: Transilvânia” (Ed. Scipione); “Sete Histórias do Mundo Mágico” (Ed. Devir); “O destino de uma jovem maga” e “Histórias de Arrepiar” (Giz Editorial); "O Passarinho Rafa", (Ed. Melhoramentos). Para conhecer seu trabalho, acesse a homepage www.regina-drummond.de

Rosana Rios
é autora de Lit. Fantástica, Infantil, Juvenil. Em 22 anos de carreira produziu ficção, teatro, roteiros (TV e quadrinhos), Publicou mais de 100 obras e recebeu os prêmios: Cid. de Belo Horizonte (1990), Bienal Nestlé de Literatura (1991), Prêmio Abril de Jornalismo (1994), Menção Altamente Recomendável da FNLIJ (1995, 2006) e foi finalista do Prêmio Jabuti (2008). Mora em São Paulo com a família, uma enorme biblioteca e uma coleção de dragões.
Site: www.segredodaspedras.com.
Blog: http://rosanariosliterature.blogspot.com.

Valéria Hadel
nasceu na capital do Estado de São Paulo. É descendente de húngaros e romenos, o que de certa forma explica sua familiaridade com vampiros. Graduou-se em biologia, fez pós-graduação em ecologia e zoologia, e mora em São Sebastião, litoral norte do Estado, desde 1984, quando foi trabalhar no Centro de Biologia Marinha da USP. Sua área de atuação é a pesquisa e o ensino em ecologia e educação ambiental marinha e costeira. No quintal da sua casa moram cinco vira-latas, um dos quais é personagem do conto que escreveu para esta coletânea.

Meu amor é um vampiro
Organizado por: Eric Novello, Janaina Chervezan
ISBN: 978-85-62942-09-9
Gênero: Literatura Fantástica
Formato: 14cm x 21cm
Páginas: 160 em preto e branco, em papel pólen bold 90g
Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm
Preço de capa: R$ 31,90

EDITORA DRACO
Draco. Do latim, dragão.
A Editora Draco trabalha para fortalecer e patrocinar o imaginário brasileiro, tão nosso e único. Queremos publicar autores brasileiros, aliando design, ilustrações e tudo o que for possível para que nossos leitores sejam atraídos pela beleza das histórias e personagens que nossos livros trazem.
Com isso, esperamos que nossos leitores tenham acesso ao nosso maior tesouro: a literatura fantástica brasileira.
Assessoria de Imprensa: A/C Erick Santos e Karlo Gabriel - editoradraco@gmail.com
www.editoradraco.com
draco@editoradraco.com
editoradraco@gmail.com
http://editoradraco.com/2010/04/meu-amor-e-um-vampiro-primeiro-volume-da-colecao-amores-proibidos/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Divulgação: Coleção Extraneus

Amigos, mais uma boa chance para quem quer ver seu conto publicado. Na verdade, três chances! Acesse http://www.estronho.com.br/extraneus/ e veja as regras para envio de contos. Parabéns ao Estronho e Esquésito pela iniciativa.

Abraço, boa sorte a todos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Divulgação: S.O.S - Pela "Lit Fan" Nacional, na Biblioteca Pública da Penha.

Caríssimos, a amiga Nana B. Poetisa está fazendo uma campanha muito legal pela Biblioteca Pública da Penha. Infelizmente, o local carece de exemplares de literatura fantástica nacional, então a Nana está pedindo doações aos autores do gênero. Vamos compartilhar nossos trabalhos com os menos favorecidos, que muitas vezes não têm dinheiro para comprar um livrinho. Você, escritor, que tem algum livro solo ou coletânea para doar, é só mandar para o seguinte endereço:

Biblioteca Popular Álvaro Moreira - Penha
Endereço: Rua Leopoldina Rêgo, número 734, Olaria/Penha
Rio de Janeiro

Ou, se quiserem falar antes com a organizadora, é só mandar um email para nanab.poetisa@gmail.com.

Para mais detalhes da campanha, clique aqui. Abraços!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Divulgação: Coletânea Sobrenatural


Mais uma coletânea na área! Abaixo, a sinopse e as regras para participar. Abraços, boa sorte!

SOBRENATURAL: CONTOS SOBRENATURAIS
SINOPSE: O Sobrenatural está por toda parte: bruxas, espíritos, lobisomens, vampiros, demônios, paranormalidades, monstros, zumbis e afins. Mergulhe neste mundo sombrio escrito por excelentes contistas e descubra segredos que vão além da imaginação.
Ademir Pascale
Escritor e Organizador Cultural
Organizador: Ademir Pascale
Autor Convidado: Waldick Garrett, autor dos livros A Sete Palmos e Manuscritos de Sangue
Prefácio: Mateus Fornazari, editor do site Sobrenatural.Org
Editora: AllPrint
DATA PARA AS INSCRIÇÕES: DE 20/04/2010 ATÉ 20/07/2010
LEIA O REGULAMENTO COMPLETO NA PÁGINA: http://www.cranik.com/sobrenatural.html

COMUNIDADE NO ORKUT:

sexta-feira, 16 de abril de 2010

AS RUÍNAS, de Scott Smith


Já falamos de livros sobre animais assassinos, agora chegou a hora de uma variante aqui na Biblioteca. Uma história sobre outro tipo de organismo homicida, algo que poderia ficar ridículo nas mãos de um escritor pouco habilidoso, o que felizmente não é o caso de Sccott Smith (autor do excelente Um Plano Simples, transformado em um filmaço por Sam Raimi).

A narrativa tem início em algum ponto de Cancun, onde dois casais norte-americanos passam tranquilamente suas férias. Em meio ao paradisíaco cenário, eles conhecem um jovem alemão, que está preocupado com o irmão que sumiu há alguns dias, após ter partido em uma expedição arqueológica alguns quilômetros dali. Os turistas resolvem acompanhar o sujeito, levando consigo um grego com quem fizeram amizade (ou ao menos, o mais próximo de amizade que se pode fazer com alguém que fala um dialeto impossível de compreender) e, guiados por um mapa, viajam até uma trilha inóspita nas matas mexicanas. Os habitantes do lugar tentam dissuadí-los de sua empreitada, mas eles insistem e acabam chegando às tais ruínas que procuravam, local onde o irmão do ariano supostamente deve estar. Para surpresa de todos, eles são cercados pelos nativos da região, que não os deixam sair do perímetro das ruínas; agora, eles precisam lutar para sobreviver em meio à uma estranha presença que parece rodeá-los, algo que pode estar mais próximo do que eles imaginam.

As Ruínas é a típica história de pessoas normais confrontadas por uma situação limite, presas em uma armadilha que parece ser impossível de escapar. É muito fácil descobrir no que consiste a ameaça da história (quem levar mais de 30 segundos pra encontrar no Google leva uma "pedala Robinho"); não vou soltar esse spoiler; no entanto, mesmo sabendo de antemão quem é o "monstro", vale muito a pena ler esse livro, cujo maior diferencial é o clima. Nunca antes li algo tão semelhante a um pesadelo, um longo sonho ruim onde sabemos desde o início que algo terrível vai acontecer, e ficamos com vontade de avisar os personagens para não fazerem aquilo, para voltarem atrás enquanto é tempo... No entanto, nada podemos fazer além de assistir o horrível destino para o qual se encaminham. A desesperança é tão marcante, que pode ser percebida logo nas primeiras linhas, em uma situação que, se narrada de outra forma, pareceria idílica.

Além disso, o autor sabe usar os lugares-comuns do gênero a seu favor: embora os personagens pareçam, de início, absolutamente clichês ("o espertão que manja tudo de sobrevivência", "a patricinha que não quer se aventurar no matagal", o "quieto", etc), aos poucos eles vão revelando facetas imprevisíveis, sutis, escapando de caírem na caricatura. A insuportável tensão que permeia o livro é, principalmente, psicológica. Assolados pelo desespero, sede e fome, os personagens começam a se rebelar entre si, provando mais uma vez que o pior monstro é o interior (eu sei, eu sei, muito profundo isso!).

Mas é claro, além do suspense, é preciso mostrar um pouco de sangue, e isso não falta em As Ruínas: momentos de horror, pavor e nojo aguardam pelos corajosos leitores, que já devem estar ansiosos em conhecer mais uma obra recomendada por este humilde bibliotecário. O livro foi adaptado para o cinema em 2008, de forma competente, embora tenha algumas diferenças significativas que diluem bastante o terror da obra (sem contar o final do filme, que alivia bem mais que o livro).

Concluindo, As Ruínas é uma experiência intensa, algo que não sairá de suas mentes por algum tempo. E se não acreditam em mim, então acreditem nas palavras do mestre Stephen King, que se referiu ou livro como "um longo e desesperado grito de horror". :O

Abraços, boa leitura!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Brindes que serão oferecidos no evento Literatura Policial

E aí, estão lembrados do evento de literatura policial? Aquele, que vai ser na livraria Cultura do Conjunto Nacional (SP), dia 17 de abril, a partir das 16:00? Pois então, além de oferecerem um evento gratuíto, a Record ainda resolveu organizar um Quiz sobre literatura policial, com direito a prêmios!!! Serão camisetas, cadernos, canetas, livros... Resumindo, belezinhas como as da foto abaixo:


Então, se você manja de literatura policial, não perca a chance de exibir seus conhecimentos e ainda ganhar uns mimos. Abraços, boa sorte!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

HORROR EM AMITYVILLE, de Jay Anson


Opa! Desculpem a demora nas resenhas, ando mais corrido que o coelho branco da Alice! Essa é mais uma resenha postada no digníssimo blog Medo B, então, é só clicar aqui para conferir o que achei desse clássico!

Obs: Até agora, ninguém comentou por aqui as resenhas que postei no Medo B... imagino que muita gente esteja postando por lá mesmo, mas não tenham vergonha de falar algo por aqui se quiserem, ok? Me enviem qualquer sinal de que estão lendo as resenhas de lá, o que estão achando, etc. Não quero perder meus leitores habituais, he he he.

Abraços, boa leitura!

Oportunidade para Escritores!

Pessoal, a nossa amiga Ana Cristina Rodrigues colocou, em seu blog Comunidade FC, cinco coletâneas que estão aceitando contos para esse ano! Cliquem aqui e dêem uma olhada. Abraços!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Divulgação: Evento Literatura Policial


É, amigos, a litaratura policial está em alta aqui na Biblioteca! Venho agora fazer a divulgação de um evento sobre esse gênero literário, que muitas vezes anda lado a lado (e até se confunde um pouco) com o terror, seja pela atmosfera lúgubre, seja pela violência e tensão sempre presentes. E o evento em questão é organizado pela Editora Record, em conjunto com a Livraria Cultura (coisa chique!): será um bate-papo a respeito do livro Dinheiro Sujo, do autor Lee Child, lançado no Brasil pela Bertrand. Vai ter debate, distribuição de brindes, quiz e muita conversa sobre livros policiais!

O convite oficial segue abaixo, mas eu já digo aqui o local e data: 17 de abril, às 16:00, na loja do Grupo Editorial Record da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Fica a sugestão para prestigiarem o evento. Abraços, boa festa!

sábado, 3 de abril de 2010

Divulgação: Assassinos S.A. Volume 2

Olá, amigos leitores! Mais uma antologia na praça, dessa vez com temática policial. Foram selecionados 23 contos entre 193, então o nível de qualidade deve ser dos melhores!

Abraços, boa leitura!

sábado, 20 de março de 2010

TUBARÃO, de Peter Benchley


Ahhh, como eu adoro histórias de animais devoradores de humanos. Para ser franco, compro qualquer tranqueira do gênero, pois mesmo quando não são lá essas coisas, ao menos costumam ser divertidas. Aliás, até já fiz uma resenha sobre uma obra no estilo, MEG, que ninguém quis comentar. Como sou insistente, aqui vai outro peixão para agitar sua banheira. Um esqualo mais realista dessa vez: Tubarão (Editora Record, várias edições), de Peter Benchley. Como é impossível falar do livro sem mencionar o icônico filme de Steven Spielberg, vai aparecer uma comparação ou outra no texto, ok?

A obra narra os insistentes ataques de um grande tubarão branco (o maior dos tubarões carnívoros) na costa de Amity, nos Estados Unidos (óóóóbvio). Assim como no filme, a história começa com o aterrador ataque do bichinho a uma bela jovem, que achou que nadar sozinha durante a madrugada era a melhor idéia do mundo. Mas ao contrário da adaptação cinematográfica, nós já "vemos" o predador logo nas primeiras linhas. É interessante lembrar que Steven Spielberg pretendia fazer o mesmo no filme, mostrando seu tubarão mecânico desde o início; no entanto, como a maldita máquina quebrava o tempo todo, ele foi obrigado a mudar o tom, investindo muito mais no suspense e no "não-visto" (mais sugerindo o monstro do que mostrando), para revelar o bichão apenas no terço final da história. O típico caso de uma limitação técnica que obrigou o cineasta a ser criativo, resultando em um filme muito melhor do que provavelmente teria sido.

Como o escritor não tinha limitações técnicas que atrapalhassem, seguiu por um caminho literário mais coerente: o de descrever as sensações, atitudes e detalhes zoológicos do bicho, tratando-o não apenas como uma grande ameaça, mas sim como um dos personagens da história. Então, quando a moçoila dá suas braçadas, compreendemos porque os movimentos na água atraem o tubarão, e chegamos quase a nos identificar com o bicharoco, sentindo o que ele sente e ficando com vontade de arrancar um naco daquela criatura estúpida que invadiu nosso habitat! Muuuito legal. Meio psicótico, mas muito legal! E esse primeiro ataque não dececpciona: se no filme, vimos uma loiraça nua (não vou discutir as óbvias vantagens do filme) sendo arrastada de um lado para outro com violência, aqui vemos (pequeno spoiler até o fim da linha, em letras verdes) a garota sentindo-se erguida na água por um grande volume que passa abaixo dela, o que obviamente a deixa apavorada. Então vem a pancada na perna e uma dor excruciante, e quando ela levanta o joelho e tenta apalpar o membro para conferir o quanto está ferida, encontra apenas um jato de líquido quente jorrando do toco da perna arrancada! OH MY GOD, que trecho fantástico!

E há muitas passagens ainda melhores durante a história, que vocês já devem conhecer: o chefe de polícia Brody investiga o caso e quer fechar a praia, mas as autoridades o convencem a mudar de idéia, pois aquilo seria um desastre para o turismo da cidade ("Nem sabemos se foi um tubarão, e se foi mesmo, ele já deve estar longe, blá blá blá"); é lógico que o monstrengo adquiriu gosto por carne humana, e resolve ficar pelas paragens para aproveitar mais algumas presas fáceis. Isso é, até que Brody se une com um oceanógrafo (Hooper) e um pescador alucinado (Quint), partindo em uma busca épica pela fera sanguinária. Uma busca que faz eco à Moby Dick, pois uma vez que o chefe Brody sente-se culpado pelas mortes que ocorreram por sua "culpa", ele está obcecado em eliminar a fera. O tubarão não levou sua perna, mas certamente arrancou um pedaço de sua alma (profundo isso, não? He he he).

O livro é bastante diferente do filme em vários aspectos: além de tratar o animal quase como um personagem, as situações e mortes são, na maioria, bem diferentes da adaptação cinematográfica; por exemplo, a obra não possui aquele final apoteótico do filme, que o autor achou absurdo de início, mas depois passou a gostar (e francamente, também gostei mais do desfecho do cinema). Além do mais, há uma subtrama erótica entre um personagem e a esposa de outro (não senhores, não vou dizer quem são :P), o que dá um tempero extra à trama - meio desnecessário e mal resolvido, mas não deixa de ser interessante. Portanto, se você está se perguntando "vale à pena ler o livro após ter visto o filme?" (ou vice-versa), a resposta é um retumbante SIM.

Aliás, esse livro é quase obrigatório para os fãs do horror gore, não apenas pelo suspense e pela sangueira em si, mas por ter sido o precursor do subgênero "animais assassinos", que gerou uma série de imitadores em seguida (sim, sim, esses livros que eu já falei que adoro, rsrs). Ah, até o próprio autor se "auto-plagiou" em outra obra, o excelente A Besta (aguardem a resenha para o futuro).

O livro foi escrito em uma época diferente da nossa, e o autor sempre afirmou que foi fiel às pesquisas que realizou. Anos depois, com o avanço nas pesquisas sobre os hábitos dos tubarões, ele percebeu que se baseou em concepções tradicionais e lugares comuns equivocados, fazendo com que transformasse um animal real em um monstro quase mítico. O detalhe triste disso tudo é que a imagem da criatura ficou bastante negativa após o lançamento do livro e do filme, criando um monstro que habita até hoje o imaginário popular (duvido que algum de vocês não pense em tubarões quanto está nadando na praia, as vezes até lembrando da arrepiante trilha sonora de quase uma nota só). Isso de certa forma serviu de justificativa para que milhares dessas fascinantes criaturas fossem exterminadas sem critérios, mas enfim, também sabemos que o homem não precisa de muita justificativa para matar alguma coisa, não é verdade? Só para fechar esse assunto, Peter Benchley sentiu-se culpado por ter escrito o livro, e lutou pela preservação desses animais até o fim de sua vida.

Enfim, descontando o desastre ecológico que gerou após seu lançamento, Tubarão não deixa de ser um clássico do terror e do suspense. Se ainda não leu, é fácil de encontrar em qualquer sebo. Compre para ler nas férias, de preferência quando estiver na praia. Isso vai dar um sabor diferente para suas brincadeiras no mar ;)

Abraços, boa leitura!

domingo, 14 de março de 2010

Nova resenha no MedoB: TRIPULAÇÃO DE ESQUELETOS, de Stephen King

Nova resenha postada no MedoB. Dessa vez, de um dos mais deliciosos livros do mestre King. Clique aqui e confira!

Abraços, boa leitura.

sábado, 13 de março de 2010

Divulgação: O Desejo de Lilith, de Ademir Pascale

Pessoal, como bem sabem, o livro O Desejo de Lilith já está nas livrarias, arrancando elogios de quem já leu. E, apenas 20 dias após o lançamento, o livro já está indo para uma SEGUNDA IMPRESSÃO!!!! Parabéns ao Ademir pelo feito pouco comum! E para quem quiser ler uma resenha do livro, feita por Tim Marvim, é só clicar aqui.

Ah, e segue o link para um spot em áudio do livro, que foi veiculado em algumas rádios: http://www.literaturafantastica.com.br/spot_livro_odesejodelilith.mp3

E é isso, fica a dica para prestigiar o autor. Abraços, até mais!

domingo, 7 de março de 2010

Parceria da Biblioteca Mal-Assombrada com o Medo B!!!

Caríssimos! Tenho a honra de anunciar uma parceria muito importante para a Biblioteca Mal-Assombrada: a partir de agora, escreverei resenhas de livros de horror para o Medo B, o maior blog de terror do Brasil!

No Medo B, postarei muitas resenhas exclusivas, o que não significa que as coisas vão mudar por aqui. Tentarei manter a periodicidade de cerca de uma crítica por semana na Biblioteca Mal-Assombrada. E, como sempre colocarei os links para as resenhas postadas no Medo B, na verdade haverá mais críticas para vocês se divertirem horrores :)

Como prova, eis a primeira resenha feita para o MedoB, sobre um dos meus livros favoritos: Vampiros no Espelho e Outros Seres Obscuros, de Giulia Moon.

Fiz um texto com um teor um pouco diferenciado, contando a importância que foi para mim conhecer essa obra. Ficou curioso? Então clique aqui e depois me diga o que achou!

Abraços, boa leitura!

sábado, 6 de março de 2010

FUMAÇA E ESPELHOS - CONTOS E ILUSÕES, de Neil Gaiman


Permitam-me começar essa crítica como um escritor, não como um resenhista (e creio que muitos escritores concordariam comigo); quando estamos escrevendo uma história, às vezes criamos uma frase ou um trecho que se destaca, algo realmente especial, que transborda uma presença de espírito e um lirismo que, infelizmente, não conseguimos repetir em todo o texto. É como se estivéssemos plantando margaridas e, de repente, uma das sementes se revelasse uma orquídea. Quando isso acontece, cuidamos dessa preciosidade com zelo e, às vezes, até guardamos o trecho para um conto que realmente mereça, embora na maioria das vezes deixemos onde está. Se você já leu uma história que julgou medíocre, mas no meio dela havia uma frase tão marcante que você lembra até hoje, então você sabe do que estou falando. Bem, fazendo agora a comparação com o escritor Neil Gaiman, eu diria que ele não planta margaridas para encontrar uma ou outra orquídea ocasional: o filho da mãe planta APENAS orquídeas! Imensos e prolíficos campos de orquídeas. Eu poderia ficar com inveja (de fato, fico um pouco), mas na verdade fico bastante inspirado quando leio qualquer coisa de Neil Gaiman, e normalmente vou correndo para o computador escrever alguma coisa. Suponho que devo agradecer ao desgra... digo, ao talentoso Neil Gaiman, rsrs :)

Falemos um pouco sobre sua trajetória: apaixonado por literatura desde sempre, Gaiman começou trabalhando como jornalista e crítico literário para fazer conexões, e assim, conseguir publicar suas obras (antes disso, havia sido recusado por inúmeras editoras). Nessa época, tornou-se amigo de Alan Moore e decidiu escrever roteiros para H.Qs. Escreveu duas histórias (Violent Cases e Signal to Noise) que foram suficientes para a DC contratá-lo para a obra prima Orquídea Negra. A carreira de escritor começava pra valer (ou pelas próprias palavras do autor, ele "deixou de ser estilingue para virar vidraça").

A partir daí, foi só ladeira acima: além de vários trabalhos de alto nível, escreveu sua obra mais conhecida, a série Sandman, que ajudou a alçar os quadrinhos a novos patamares, conquistando o público adulto que nunca havia aberto um gibi. Além de H.Q.s, também escreveu canções, roteiros e novelas, ganhou uma renca de prêmios por tudo isso, e hoje se dedica à literatura (sua intenção inicial) e H.Q.s ocasionais. Conforme diz Stephen King, suas obras são verdadeiras "arcas do tesouro de histórias", mas hoje falaremos de seu livro que mais se aproxima do gênero terror: Fumaças e Espelhos - Contos e Ilusões (Editora Via Lettera, 2002).

Ele já começa surpreendendo de início, inserindo na introdução um conto que havia imaginado para dois amigos que iam casar (mas decidiu dar outro presente, já que a história não era das mais otimistas). E para aqueles que gostam de saber detalhes da arte da escrita, ele também conta detalhes sobre a elaboração das histórias presentes no livro, que escreveu para inúmeras antologias. Outras foram escritas apenas por diversão. Os temas são, portanto, bastante diversos, passeando entre a fantasia, a ficção científica e o terror. Em alguns casos, o tema principal não pode ser definido com exatidão, tamanha a naturalidade com que o autor aborda esses gêneros. Falemos sobre alguns dos contos então:

A obra começa com Cavalaria, a simpática história de uma velhinha que encontra o Santo Graal em um brechó e compra como enfeite para a lareira. Nada de terror aqui, mas muita fantasia e diversão, que já vai fazer o leitor novato perceber que está diante de algo especial.

Nicholas Era... é um miniconto de horror (com 100 caracteres no original). Um continho sinistro que faria muitas crianças olharem para certa figura natalina com outros olhos (olhos arregalados e tristes). Um dos melhores da obra, provando que é possível fazer coisas incríveis com pouquíssimas palavras.

O Preço é uma história de horror com um gato, provando outra teoria minha: a de que autores de horror e fantasia adoram animais. De fato, o autor é proprietário de vários gatos, e o carinho que ele sente pelo felino de seu conto é palpável. Tanto que ele se colocou como personagem da história (e sua família embarcou junto nessa). Na trama, Gaiman adota um gato preto e vira lata, que aparece na varanda de sua casa; algumas noites depois, uma estranha criatura começa a se aproximar da propriedade durante a noite, e o gato preto luta contra o monstro, como um verdadeiro guardião. A família cuida de seus ferimentos durante o dia, mas até quando o bichinho vai conseguir protegê-los? O final é uma observação muito coerente do pensamento humano.

A Ponte do Troll foi escrita para figurar num livro de contos de fadas refeitos para adultos, e foi indicada ao World Fantasy Award de 1994. Na trama, um garoto é capturado por um Troll que deseja devorá-lo, porém faz um acordo com o monstro: quando for adulto (e assim, representar uma refeição melhor), ele voltará para servir de janta ao monstro. Ao contrário do que você pode estar pensando, este delicado conto se desenvolve de uma maneira bem diferente da que estamos acostumados (aliás, isso é uma constante nas histórias de Gaiman, então se acostume).

O Palhaço é arrepiante sem derramar uma gota de sangue e sem qualquer vestígio de violência. Um primor, ainda mais para quem já teve coulrofobia* quando criança.

A Estrada Branca (baseado em lendas folclóricas inglesas) e A Rainha das Facas (sobre mágica de palco) são escritas de uma maneira pouco usual, mas agradável e inquietante. Ambas foram incluídas na antologia americana Os Melhores do Ano de Fantasia e Terror, o que já dá uma idéia da qualidade das mesmas.

A Filha das Corujas mistura fantasia e horror, contando a história de uma orfã que é guardada num convento abandonado pelas mulheres de uma cidadezinha. Certo dia, uma das mulheres deixa escapar que a garota possui uma beleza incomparável, além de não saber falar. A idéia que se passa na cabeça dos cruéis homens do lugar é bastante óbvia (se alguém a violentasse, quem saberia?), ao contrário do desfecho.

Shoggoth's Old Peculiar é sobre os mitos de H.P.Lovecraft. Acho que mais cedo ou mais tarde, todo autor de horror faz uma homenagem a Lovecraft. Neil Gaiman faz duas apenas nesse livro, sendo que a outra se chama Apenas o Fim do Mundo Novamente, onde mistura os Mitos de Cthulhu com outra criatura bastante conhecida dos fãs do horror. Dois contos simplesmente maravilhosos!

Bolinhos de Bebê é uma história curta de temática forte, que fala o que acontece quando todos os animais da Terra desaparecem. Segundo Gaiman, é a única coisa que escreveu que o perturba. Se tem esse efeito com ele, imagine conosco?

Bem, já falei um monte e não comentei nem metade das 31 assombrosas histórias dessa generosa antologia, mas acho melhor parar por aqui. Mas antes de fechar, deixem-me tecer breves comentários sobre a melhor história do livro, uma obra prima do tipo que deveríamos ler de joelhos, caso tivessemos respeito e essa posição não fosse tão desconfortável. Trata-se de Neve, Vidro, Maçãs, que subverte uma conhecida história infantil numa releitura que deixará os fãs do horror totalmente extasiados. Parafraseando Gaiman: "Gosto de pensar nesta história como um vírus. Uma vez que a tiver lido, você nunca mais conseguirá ler o conto original da mesma forma de novo." E é a mais pura verdade.

De fato, a citação acima pode ser extrapolada para tudo que você, leitor, vai ler após conhecer Neil Gaiman: seus critérios vão subir nas alturas, e é provável que você fique mais exigente. Mas tudo bem. Para sua (nossa) sorte, tem muita coisa dele para ser lida ainda.

Abraços, boa leitura!


*Medo de palhaços.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Biblioteca Mal-Assombrada concorrendo no Prêmio Melhores do Ano!


A escritora Ana Cristina Rodrigues, ansiosa por arrumar sarna para se coçar, resolveu organizar o Prêmio Melhores do Ano (em literatura fantástica). Antes de qualquer coisa, parabéns a ela pela (extrema) coragem da iniciativa (clap clap clap!).

Em segundo lugar, vou passar um endereço com as regras do concurso, que servirá como mapa para aqueles que desejarem votar. É possível votar em vários endereços diferentes, então vocês podem tirar todas as dúvidas no seguinte endereço: http://comunafc.wordpress.com/

Agora, vou fazer minha propagandinha, pois estou concorrendo (direta e indiretamente) em várias categorias, e não me importaria em ganhar um ou outro prêmio, rsrs. Por isso, peço os votos dos frequentadores da Biblioteca Mal-Assombrada que realmente acham que meu trabalho merece algum prêmio.

Vou explicar o básico sobre a votação: é possível votar em até três candidatos na maioria das categorias, com três exceções: na categoria "contos", é possível votar até em cinco histórias, e nas categorias não-ficção e Ezines, deve-se votar em apenas um candidato. Ah, é só vale votar uma vez, ok? Importante ressaltar que é preciso votar em pelo menos seis categorias (coincidentemente, concorro em seis). Vou enumerar cada trabalho onde sou elegível, todos em suas respectivas categorias. Também vou colocar dois links diretos para os locais de votação, para facilitar ainda mais a vida de vocês (tão vendo como sou legal?). Para quem for votar pelo orkut, é necessário tornar-se membro da comunidade. Estou concorrendo aos seguintes prêmios:


Categoria "Colunistas/Resenhistas/Comentaristas"

Mario Carneiro Jr - Blog Biblioteca Mal Assombrada.
Vocês podem votar pelo Orkut ou pelo Blog.


Categoria "Sites Informativos"

Biblioteca Mal Assombrada
Vocês podem votar pelo Orkut ou pelo Blog


Categoria "Contos"
Aqui, não vai haver uma lista de votações; é preciso que o votante escolha os contos (até cinco) e coloque o nome destes, incluindo a obra ou mídia onde foi publicado, e o nome do autor. Pode votar em mais de um conto do mesmo autor. Tive algumas publicações esse ano, uma na Scarium Megazine, outras em livros e sites. Vou listar todos, incluindo alguns que podem ser conferidos na internet (estes estão com link para o endereço onde podem ser lidos). Meus contos que podem ser votados são:

"Um Estranho Incidente Noturno" - Livro Galeria Do Sobrenatural - Mario Carneiro Jr
"Lar" - Livro Invasão - Mario Carneiro Jr
"O Salteador Noturno" - Livro Alterego - Mario Carneiro Jr
"Tormento" - Livro Draculea - Mario Carneiro Jr
"Bruxa!" - Scarium Megazine 25 - Mario Carneiro Jr
"O Confessionário" - Site Contos Fantásticos - Mario Carneiro Jr
"A Rinha" - Site Contos Fantásticos - Mario Carneiro Jr
"O Lençol" - Site Contos Fantásticos - Mario Carneiro Jr
"O Símbolo Circular - Site Contos Fantásticos - Mario Carneiro Jr
Vocês podem votar pelo Orkut ou pelo Blog.

Categoria "Coletâneas"

Participei das seguintes coletâneas:

Alterego (org. Octavio Cariello - Terracota)
Draculea (org. Ademir Pascale - All Print)
Galeria do Sobrenatural (org. Silvio Alexandre - Terracota)
Invasão (org. Ademir Pascale - Giz Editorial)
Vocês podem votar pelo Orkut ou pelo Blog.


Categoria "Revistas e Zines"

Participei das seguinte revista:

Scarium (n. 25)
Vocês podem votar pelo Orkut ou pelo Blog.

Categoria "Ezines" (escolher somente uma obra)
Participei de:

Juvenatrix - 115-119
Terrorzine - 04-16
Vocês podem votar pelo Orkut ou pelo Blog.


E são essas as categorias onde sou elegível. Agora, vou passar uma lista com todos os candidatos, para que vocês relembrem o que leram de bom na literatura nacional este ano. Rogo-lhes que não tenham preguiça de votar nos trabalhos que julgam merecedores. Inclusive, se acharem que não mereço em alguma categoria, ou em nenhuma, não importa, mas votem nos melhores trabalhos. Um concurso desses é de extrema importância para fomentar a produção literária nacional, porém ele só será bem sucedido com uma boa participação dos votantes.

Ah, também peço que lembrem do colega resenhista e escritor L. F. Riesemberg, que também está concorrendo em algumas categorias :)

Segue a lista de candidatos (que podem ser votados na comunidade do Orkut e no Blog que já passei algumas vezes, mas aqui seguem os links gerais: Orkut e Blog Ficção Científica e Afins)

Romances/Novelas

Além da Terra do Gelo (Victor Maduro – Independente)
Alma e Sangue 1 (Nazarethe Fonseca – Aleph – reedição)
Alma e Sangue 2 (Nazarethe Fonseca – Alpeh)
Anjo de Dor (Roberto Causo – Devir)
O arqueiro e a feiticeira (Helena Gomes – Idea – reedição)
A batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr – NerdBooks – reedição)
Crepúsculo Vermelho (Laura Maria Elias – Mythos)
Crônica dos Senhores do Castelo (Gustavo Brasman – Independente)
Deixando de existir (Goulart Gomes – Livro.Com)
Dias da Peste (Fábio Fernandes – Tarja)
Dragões de Éter 2 (Raphael Draccon – Leya)
O Elo (Marcello Salvaggio e Valerio Oddis Jr – Isis)
Ethernyt (Marson Alquati – Giz)
A fome de Íbus (Albarus Andreos – Giz – reedição)
Guardiões do Tempo (Nelson Magrini – Giz)
O inimigo do mundo (Leonel Caldela – Jambô – reedição)
Kaori (Giulia Moon – Giz)
Kara e Kman (Nazarethe Fonseca – Tarja – reedição)
Kymaera ((Helena Gomes – Jambô)
O livros de Laios (Jorge Tavares – Novo Século)
O livro de Iazmein (Jorge Tavares – Novo Século)
O que o olho vê (Carlos Orsi – Scarium Fantástica)
Padrões de Contato (Jorge Calife – Devir – reedição)
Relíquia (Gustavo Drago e Nana B. Poetisa – Biblioteca 24×7)
Tempo das Caçadoras (Miguel Carqueija – Scarium Fantástica)
A Travessia (Roberto Causo – Hiperespaço)
A tríade ((Helena Gomes – Idea)
Vale dos Elfos (Atila Siqueira – Biblioteca 24×7)
O vampiro da Mata Atlântica (Martha Argel – Idea)
Vinganças de Sangue (Kampos – CBJE)
Xochiquetzal (Gerson Lodi-Ribeiro – Draco)

Antologias de autor

AnaCrônicas (Ana Cristina Rodrigues – A1)
Antologia do Absurdo (Victor Melloni – Clube dos Autores)
Contos do navegador (John Dekowes – Booklink)
Grafias Noturnas (L. F. Riesemberg – Biblioteca 24×7)
A Ira dos Dragões e Outros Contos (Estus Daheri – Arte & Letra)
A mudança das estações (Susana Lorena – Multifoco)
Um salto na escuridão (Henry Evaristo – Clube de Autores)
A Sete Palmos (Waldick Garret – Novo Século)
Taikodom: Crônicas (Gerson Lodi-Ribeiro – Devir)
Universo subterrâneo (Danny Marks – Multifoco)

Coletâneas

Alterego (Org. Octavio Cariello – Terracota)
Cartas do fim do mundo (Org. Claudio Brites e Nelson de Oliveira – Terracota)
Contos Imediatos (Org. Roberto Causo – Terracota)
Dias Contados (Org. Ricardo Delfin e Danny Marks – Andross)
Dimensões.br (Org. Helena Gomes – Andross)
Draculea (Org. Ademir Pascale – All Print)
Espelhos Irreais (Org. Ana Cristina Rodrigues – Multifoco)
FC do B 2 (Org. PHB – Tarja)
Fiat voluntas tua (Org. Monica Sicuro e Rubia Cunha – Anthology/Multifoco)
Ficção de Polpa 3 (Org. Samir Machado – Não Editora)
Futuro Presente (Org. Nelson de Oliveira – Record)
Galeria do Sobrenatural (Org. Silvio Alexandre – Terracota)
Imaginários 1 (Org. Tibor Moricz, S. Stockler e Eric Novello – Draco)
Imaginários 2 (Org. Tibor Moricz, S. Stockler e Eric Novello – Draco)
Invasão (Org. Ademir Pascale – Giz)
O livro vermelho dos vampiros (Org. Luiz Guedes – Devir)
Marcas na parede (Org. Hanna Liis-Baxter – Andross)
Metamorfose (Org. Ademir Pascale – All Print)
Pacto de Monstros (Org, Rubia Cunha e Monica Sicuro – Anthology/Multifoco)
Paradigmas 1 (Org. Richard Diegues – Tarja)
Paradigmas 2 (Org. Richard Diegues – Tarja)
Paradigmas 3 (Org. Richard Diegues – Tarja)
Sinistro (Org. Frodo Oliveira – Anthology/Multifoco)
Solarium 1 (Org. Frodo Oliveira – Anthology/Multifoco)
Solarium 2 (Org. Frodo Oliveira – Anthology/Multifoco)

Steampunk (Org,. Gian Celli – Tarja)
Território V (Org. Kizzy Ysatis – Terracota)

Categoria Contos
Regras da votação:

- Até cinco obras, sem ordem de preferência.

- Nesta categoria, não haverá listagem, o voto será espontâneo, porém restrito a contos de autores brasileiros publicados em midias presentes na listagem retrospectiva do blog – durante o ano de 2009
—> A exceção dos contos fantásticos da antologia ‘Todas as guerras’ (‘Cruzada’ de Luiz Brás’, ‘2035′ de Veronica Stigger, ‘Tudo de novo no front’ de Fábio Fernandes e ‘Das cinzas’ de Cristina Lasaitis) e dos contos brasileiros presentes na antologia ‘Rumo a fantasia’ (‘História de Maldun, o Mensageiro’ de Braulio Tavares, ‘Faerie: seguindo as sombras dos sonhos’ de Rosana Rios, ‘Mensagem na Garrafa’ de César Silva, ‘O Cavalheiro da Espora de Ouro’ de Anna Creusa Zacharias, ‘O Mapinguari’ de Gian Danton e ‘O Bebedor de Almas’ de Roberto Causo). Essas duas seletas não foram incluidas na listagem de indicadas por terem contos não fantásticos e por terem tantos contos brasileiros quanto de não brasileiros, respectivamente.

—> A seleta ‘Imaginários’ vol. 2 contém contos de autores portugueses em igual proporção a de brasileiros, porém por se tratar de uma iniciativa exclusivamente lusofona, ela se constituiu em exceção – até como forma de incentivar mais iniciativas nesse direção.

Não-ficção

Almanaque Jornada nas Estrelas (Salvador Nogueira e Suzana Alexandria – Aleph)
Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2008 (Marcello Simão Branco e Cesar Silva – Tarja)
Literaturas Invisíveis (Org. Edgar Nolasco e Rodolfo Londero – UFMS)

Revistas e Zines

FicZine 7
Notícias… do fim do nada
(80-82) Extinto
Revista Lama
Portal Fundação
Portal Solaris
Portal Stalker
Scarium
(n. 25)

Ebooks

A Deusa dos Vampiros (Adriano Siqueira – Overmundo)
Agente A-5: Segredos e Justiça (Régis Rocha – Afrodinamic Produções)
A Canção do Silêncio
(José Roberto Vieira)
Empadas e Morte (M.D. Amado)
Fantasma na Máquina (Lucio Manfredi – Overmundo – reedição)
As histórias do Barão Otto von Dews 1 (Rita Maria Felix da Silva)
Melhor do Desafio Operário (Org. Ana Cristina Rodrigues – Fábrica dos Sonhos)
Momentos Noturnos (Adriano Siqueira – Overmundo)
O jogo no Tabuleiro (Simone Sauressig)

EZines

Adorável Noite 29-33
Black Rocket 3
Juvenatrix 115-119
Terrorzine 04-16

Sites de Contos

Contos Fantásticos
Estronho e Esquesito
Fontes da Ficção
Letra e Vídeo
O nerd escritor
Terroristas da Conspiração

Sites informativos/resenhas

Adorável Noite
Aguarrás
Biblioteca Mal Assombrada

A Casa das Almas
Cidade Phantástica
Criando Trestálios
Epistemonike Phantasia
Falando de Fantasia
Fantastik
Ficção Científica e Afins
Homem Nerd
Infernoticias
Intempol
Leitura Escrita
Leituras
Livros Fantasia
Mensagens no Hiperespaço
Mundo de Fantas
Museu do Terror
Ponto de convergência
Observatório a Vapor
Portal Cranik
Papo na Estante
Universo Fantástico
Universo Insônia

Microblogs

Edgar Refinetti
Leituras

Colunistas

Antonio Luiz Costa
Raphael Draccon
Roberto de Sousa Causo

Redes Sociais

aoLimiar
Livrus
O Livreiro
Steambook

Categoria Capas (seguem em destaque as capas dos livros que participei, e também a capa do livro do Riesemberg)

Além da Terra do Gelo – Licinio Souza

Alma e Sangue 1

Alma e Sangue 2

Alterego – Octavio Cariello

AnaCrônicas – Estevão Ribeiro

Anjo de Dor – Vagner Vargas

Antologia do Absurdo

O arqueiro e a feiticeira – Milton Nakata

A batalha do Apocalipse – Harald Stricker

Cartas do fim do mundo – Claudio Brites e Nelson de Oliveira

Contos do navegador

Contos Imediatos – Claudio Mor

Crepúsculo Vermelho

Crônica dos Senhores do Castelo

Deixando de existir

Dias Contados – Lean Alvesan

Dias da Peste – Marcelo Tonidandel

Dimensões br

Draculea – Carlos Guimarães

Dragões de Éter 2

O Elo

Espelhos Irreais – Estevão Ribeiro

Ethernyt

FC do B 2 – Camila Fernandes

Fiat voluntas tua – Zambi

Ficção de Polpa 3

A fome de Íbus

Futuro Presente – Matéria-Prima Editorial

Galeria do Sobrenatural – Will

Grafias Noturnas

Guardiões do Tempo – Giz Editorial

O inimigo do mundo

A Ira dos Dragões e Outros Contos – John Howe

Imaginários 1 – Rokko

Imaginários 2 – Rokko

Invasão¬ – Yes! Imagens

Kaori – Superarte Design

Kara e Kman

Kymaera

O livros de Laios

O livro de Iazmein

O livro vermelho dos vampiros

Marcas na parede – Marina Avila

Metamorfose

A mudança das estações

O que o olho vê – Gabriel Boz

Pacto de Monstros – Zambi

Padrões de Contato – Vagner Vargas

Paradigmas 1 – Camila Fernandes

Paradigmas 2 – Camila Fernandes

Paradigmas 3 – Camila Fernandes

Relíquia

Um salto na escuridão

A Sete Palmos

Sinistro

Solarium 1 – Sâmia Collodetti

Solarium 2

Steampunk – Marcelo Tonidandel

Taikodom: Crônicas – Ivan Jeronimo

Tempo das Caçadoras

Território V – Octavio Cariello

A Travessia – Roberto Causo

A tríade

Universo subterrâneo – Renato Tomaz

Vale dos Elfos – Kevin McGinnis

O vampiro da Mata Atlântica – Billy Argel

Vinganças de Sangue

Xochiquetzal – Rokko


E é isso aí, minha gente. Vamos prestigiar essa maravilhosa iniciativa, ok? A literatura fantástica nacional só tem a crescer. Abraços, até mais!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dica de Blog: Assomblog

Não sei quanto a vocês, mas se tem um tipo de história que me dá medo, é o "causo real". Vocês sabem, aquelas histórias que as pessoas contam em rodas de amigos (quase sempre de noite), relatadas como se tivessem mesmo acontecido. De fato, eu adoro quando alguém começa contando algum caso tenebroso que aconteceu com um primo, ou uma tia distante, e depois que acaba, alguém começa a contar outra história, e assim vai. Uma coisa que faço muito durante esses relatos é olhar por cima de meu ombro, pois sempre parece que alguma daquelas assombrações vai aparecer de repente, tamanha a tensão que fica no ar!

Enfim, existe um blog que trás essa mesma atmosfera para a telinha do seu computador: o Assomblog, do jornalista Roberto Beltrão. Ele reúne diversas histórias (supostamente reais) que os leitores mandam todos os meses. E meu amigo, há relatos ali que são de arrepiar até aquele pelinho nojento que cresce na sua verruga! Quero dizer, nunca acredito que essas histórias (ou todas) sejam reais, porém, o simples fato delas serem escritas COMO SE FOSSEM reais já me amedronta. Talvez eu esteja sendo enganado por um truque barato, mas não me importo. O que importa é a diversão (e os calafrios, é claro, rs).

Pois bem, se estiver com vontade de sentir medo, clique no seguinte link: Assomblog

Abraços, boa leitura!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

HISTÓRIAS DE ARREPIAR, de Robert Westall


Olá, desbravadores dos labirintos de nossa humilde biblioteca! Após uma resenha mainstream (e um tanto frustrante), nada melhor do que trazer algo mais palatável, satisfazendo assim a mórbida fome dos mais exigentes glutões literários.

Hoje vou falar de um livrinho pocket book com capinha feeeia e xinfrim, do tipo que a gente pega na estante e nem dá muita bola, levando para casa apenas porque estava muito barato. Foi assim comigo, ao menos. E que grata surpresa!

Histórias de Arrepiar, de Robert Westall (Editora Paulicéia), foi lançado no Brasil em 1991. Quase 20 anos atrás, mas a linguagem é tão moderna (no bom sentido) e saborosa, que parece ter sido escrito ontem. O autor inglês (falecido em 1993) é praticamente desconhecido no Brasil, mas em seu país ficou famoso por seus livros infantis e infanto-juvenis, que muitas vezes traziam temas sinistros e bastante maduros para seu público-alvo (que, talvez por isso mesmo, o adorava). Como ele era bom de prosa, suas histórias realmente são capazes de agradar adultos e crianças, com contos de fácil leitura, mas que nunca insultam a inteligência do leitor. De fato, se eu não soubesse que ele escrevia para um público mais jovem, poderia jurar que Histórias de Arrepiar foi feito para adultos.

Mas chega de enrolar! Vamos aos seis deliciosos contos do livro:

Casa Vazia é talvez a melhor história do volume (rivalizando apenas com a terceira, mas não vamos nos precipitar), narrando as desventuras de um garoto que resolve matar aula. O conto, em primeira pessoa, começa com as explicações do menino para ter fugido da escola, e aqui já percebemos o quanto o autor é bom. Seu personagem é daquele tipo que parece respirar, entendem? O guri tem vida! Bem, talvez não por muito tempo, já que enquanto passeia pela cidade, acaba se deparando com uma estranha casa, que parece estar abandonada. Movido pela curiosidade e falta do que fazer, ele acaba entrando na residência, mas a porta se fecha atrás dele, deixando-o irremediavelmente trancado. Aos poucos ele vai descobrindo sinais de que há mais alguém lá dentro, o que garante passagens de suspense muitíssimo bem conduzido, levando ao final criativo e extremamente satisfatório. Um primor!

Dia da Caça é sobre um homem violento e sem consideração pelas fofas criaturas da natureza (que meigo, eu sei), que tem o hábito de caçar texugos para garantir uma graninha extra. Em uma de suas expedições de caça, seus cães acabam feridos por um exemplar particularmente violento, então ele não hesita em dar cabo do bichinho por simples vingança. Dias depois, começa a encontrar marcas de patas e outros sinais em sua casa, indicando que está sendo assombrado por... um texugo! Mas é claro, nem tudo é o que parece ser, e a explicação pode ser ainda mais aterradora. História irônica, que brinca com a absurda hipótese de animais fantasmas.

Linha Cruzada com a Morte é o outro diamante oculto do livro. Na sede dos Samaritanos (uma instituição onde voluntários atendem ligações de pessoas deprimidas), Harry Lancaster se oferece para cuidar do plantão de natal há mais de vinte anos (para alegria dos outros voluntários). Contudo, fica doente na véspera do feriado, obrigando o instituto a encontrar um substituto. Dois jovens recém-casados se oferecem para cuidar do turno, confiantes de que terão uma noite tranquíla e até um pouco romântica no local... Até que uma mulher começa a ligar. A voz no telefone conta que está sendo perseguida, porém alguns detalhes de seu relato parecém desconexos. Ela desliga e liga repetidas vezes, levando os voluntários a uma situação de incredulidade e pavor mortal. Mais um desenvolvimento maravilhoso, novamente um final perfeito. Não é a toa que o autor foi premiado duas vezes com o Carnegie Medal.

Warren, Sharon e Darren é a velha história que todo mundo já conhece, sobre uma moça chamada Sharon que conhece um rapaz, e eram "nada parecidos" (sério, o começo é totalmente Eduardo e Mônica), mas se apaixonam e coisa e tal. Ela não bota muita fé no namorado, que não trabalha e de vez em quando aparece com maços de dinheiro, sabe-se lá de onde. Mas ela também não diz nada, pois sabe que quando abrir a boca, vai acabar com o mundinho de ilusão em que vive. Porém, um estranho acontecimento faz com que Warren mude totalmente de atitude, tornando-se o homem responsável e trabalhador com quem ela poderia viver... mas isso está longe de ser o fato mais estranho, já que há um bom motivo para isso estar acontecendo. Um motivo que só ficará claro lá pelas últimas páginas dessa excelente história.

Tio Otto é o conto mais fraco, o que não significa que seja ruim. Ah, mas não mesmo! A trama é sobre a visita que um professor meio excêntrico faz a uma antiga aluna e seu filho, desencadeando acontecimentos bizarros em um parque perto da casa destes. Primeiro, pavões parecem surgir do nada nos jardins das casas, mas quando os vizinhos tentam capturá-los, as aves desaparecem pelas sebes; depois, estátuas antigas começam a aparecer pelas ruas, fato seguido por outros cada vez mais bizarros, levando a uma situação cada vez mais sinistra. História fraca em relação às outras, mas ainda assim acima da média.

Por fim, O Relógio da Casa Vermelha fecha a obra e faz bonito, contando a infância do personagem narrador ao lado de um pai bondoso, porém rígido, que permite que o filho trabalhe para um amigo que organiza leilões de objetos empenhados. Quando vão buscar o que sobrou na casa de um Major falecido, o menino se apaixona por um grande - e quebrado - relógio de mogno, que é levado para a loja do patrão. De noite, o garoto recebe em sonho a visita do falecido major, que lhe pede que conserte o relógio, pois este ainda "tem um trabalho a fazer". O mais interessante nesse conto é a relação entre pai e filho, que chega a ser tocante ao descrever como um homem tão ignorante e avesso à educação consegue ser amoroso com seu rebento, embora também seja capaz de atitudes bastante questionáveis.

Histórias de Arrepiar é um perfeito exemplo da máxima "nunca julgue um livro pela capa". Caso o encontre em algum sebo, pode ficar feliz, meu caro escavador de raridades: você encontrou mais um pequeno tesouro.

Abraços, boa leitura!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Divulgação: Ebook Beijos e Sombras - Antologia de Contos de Amor e Sobrenaturais, de diversos autores

Post para divulgar o Ebook Beijos e Sombras, com histórias sobrenaturais e românticas, que podem agradar a todos vocês, criaturas ingênuas que acreditam no amor (sou amargo mesmo! Hauahau). Segue a sinopse da obra. Abraços, boa leitura!

Beijos & Sombras - Antologia de Contos de Amor e Sobrenaturais

Autores:
Fabi D. Diamante
Jossi Borges
Maya Blannco
Mia Hertz
Snake Eye's

O amor sobrenatural existe? Há quem acredite que sim...
Nestes contos inéditos de novos autores, essa é a questão. O amor
romântico e puro da adolescente...
O amor que transcende os limites do real e do concreto, do normal e do
aceitável, quando uma mulher passa a receber a proteção e o carinho de
um ente supostamente mitológico e lendário...
O amor que também surge da presença de um "espírito natalino" -
supostamente, apenas uma metáfora usada no mês de dezembro...
E o amor misturado ao horror, quando uma moça é seduzida por um
predador diabólico?
São muitas as abordagens sobre o amor sobrenatural nestes contos, como
por exemplo, a dos seres "Encantados" - parte humanos e parte
animais... Tais seres podem amar realmente um ser humano?
A fantasia mágica de um homem que ultrapassa as fronteiras do tempo,
para realizar um trabalho...
Essas são algumas das questões que são abordadas neste livro de contos
fascinantes, que você não quererá largar até ler a última linha...

Se quiser adquirir pelo site
http://amorelivros.justtech.com.br/product_info.php?cPath=123_136&products_id=1066

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

NOTURNO, de Guillermo del Toro e Chuck Hogan


Você, fã do horror, já deve ter ouvido falar desse livro sobre vampiros, que está disponível nas principais livrarias do país. E com destaque digno dos maiores best sellers! E não é para menos, afinal, um dos autores é o famoso cineasta Guillermo del Toro, diretor de preciosidades como A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno (embora seja mais conhecido por ter dirigido os dois filmes do Hellboy). Associado com o escritor Chuck Hogan, Guillermo nos trás uma premissa diferente da maioria dos livros sobre vampiros, que parece originalíssima para aqueles que pouco conhecem sobre o tema, mas que infelizmente não trás muitas novidades para os mais escolados.

Noturno começa em um delicioso tom de fábula, que lembra bastante o início de Hellboy 2 (falar mais detalhes poderia ser considerado como spoiler); a narrativa logo dá um salto no tempo, quando o Boeing 777 aterrisa em Nova York. Logo após o pouso, o avião permanece misteriosamente parado na pista com as luzes apagadas, como se fosse um gigantesco túmulo. A equipe de emergência vai averiguar o acontecimento bizarro em um início tenso e bastante eficiente, quando descobrimos o que aconteceu com a tripulação e os passageiros. A partir disso, o epidemiologista Eph Goodwheather se vê envolvido com uma estranha epidemia vampírica, que parece ter sido planejada por forças maiores do que poderia imaginar.

Muito mais que um livro de horror, a obra se trata de um thriller escrito segundo a cartilha de um Robin Coock ou um Michael Crichton menos detalhado: privilegia-se a ação e o suspense (é preciso impedir uma tragédia que está prestes a acontecer, numa corrida contra o tempo), em detrimento dos personagens que, quase sempre, são bastante rasos (apresenta-se um personagem; fala-se um pouco sobre sua vida; coloca-se o personagem em ação, sem voltar a aprofundá-lo). Em resumo, o mesmo esquema de nove entre dez thrillers disponíveis no mercado, o que pode ser vantagem para alguns leitores e desvantagem para outros. O bacana nos livros nesse estilo é que eles costumam ser de leitura agradável e ágil, do tipo que prendem o até a última palavra. No entanto, Noturno é um pouco falho nesse aspecto, pois lhe falta aquele "algo mais" que motiva a leitura ininterrupta.

Um autor como Michael Crichton, por exemplo, fazia amplas pesquisas antes de escrever seus livros, o que gerava obras repletas de informações interessantes e inesperadas sobre ciência, antropologia, tecnologia ou qualquer outro tema que importasse para a trama; Dan Brown, por sua vez, tem a capacidade de formular enigmas interessantes em um contexto histórico e artístico, que despertam uma curiosidade imensa para chegar ao desfecho; Tom Clancy escreve sobre a guerra moderna e todos os seus aspectos mais fascinantes, o que faz de seu trabalho um prato cheio para quem é chegado em assuntos bélicos. Enfim, os autores de best sellers conseguem destaque por suas características próprias, que os tornam queridos por determinado nicho de leitores. E é isso que falta em Noturno, algum diferencial de verdade. Escrever um thriller com temática de horror, além de não ser novidade, ainda é muito pouco para sustentar uma narrativa nesse estilo.

O livro é até agradável de ler, mas ao menos em mim, não despertou aquela sensação de "não consigo parar de ler". Não é o tipo de obra que se lê em uma tacada só, pois embora mantenha o interesse em alguns trechos, se torna bastante cansativo em outros. Por exemplo, acompanhamos com entusiasmo as primeiras transformações dos infectados e seus ataques, porém tais situações vão apenas aumentando (para dar o tom da ameaça crescente), e como não mudam muito, acabam se tornando repetitivas . O tom científico dado ao tema do vampirismo, com explicações para a metamorfose, o apetite por sangue e tudo mais, certamente será novidade para muitos leitores, mas não para aqueles que já leram o espetacular (e muuuuito superior) Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson. Se você ainda não conferiu essa preciosidade, acredite: as explicações de Matheson eram muito melhor equilibradas e faziam mais sentido.

Talvez por ser o primeiro romance do cineasta, de vez em quando nos deparamos com um ou outro erro grosseiro na escrita (mas era de se esperar que o outro escritor não deixasse isso passar em branco). Por exemplo, em determinado trecho, um dos personagens precisa se defender de uma das monstruosidades com o que tem à mão; para sua sorte ele está em um hospital, e o que encontra mais próximo é uma daquelas serras usadas para cortar crânios... Só que o autor literalmente interrompe a ação para dizer o nome do aparelho e explicar detalhadamente sua função, aparência, etc! Enfim, um trecho que tinha por objetivo causar aflição acaba comprometido por um didatismo forçado.

Sobre o livro em si, a impressão que se tem é que del Toro resolveu testar um roteiro antes de filmar, lançando-o em forma de romance para fazer pesquisa de mercado. Além disso, as criaturas de Noturno lembram vagamente os sanguessugas do competente Blade 2, também dirigido pelo cineasta. Aliás, interessante notar que em determinado momento do livro, alguns personagens se armam com traquitanas ao estilo do personagem de Wesley Snipes, inclusive utilizam uma arma IDÊNTICA a uma que é usada no filme do caçador de vampiros da Marvel. Isso me faz pensar que a idéia para o livro deve ter surgindo enquanto Blade 2 era filmado, mas não posso provar nada. :)

Mas é claro, ainda é um livro com um dedo (ou dez) de Guillermo del Toro, então muita coisa se salva. As tais explicações científicas, embora rasas e um tanto confusas, são grotescas o bastante para satisfazer o apetite de sangue dos leitores mais mórbidos (eu incluso, he he). Por exemplo, aqui você encontrará a resposta para uma questão que há muito tempo desafia a humanidade: o que os vampiros defecam? :P

Os sanguessugas aqui são do tipo monstruoso, e não os mortos-vivos aristocráticos (ou que brilham ao sol) que estamos mais habituados. O vilão principal, inclusive, é mauzão pra valer! Além disso, muitas passagens de suspense e terror funcionam a contendo, e é possível sentir o coração acelerando e um ou dois calafrios (o que, convenhamos, é mais do que muitos outros livros de horror). Há passagens de uma inventividade que beira o genial, como aquela em que um astro de rock recém-contaminado vai limpar a maquiagem que usa nos shows (com olheiras negras e face pálida), apenas para descobrir que o rosto por baixo está quase igual! Infelizmente, tais aspectos são insuficientes para tornar a obra memorável.

Resumindo, Noturno não é um livro ruim. É gostoso de ler e é competente em diversos aspectos. Porém, é cansativo em algumas partes, e seus personagens não conseguem a empatia do leitor. Essa falta de empatia é até algo comum em livros do estilo, só que aqui fica faltando aquele "algo mais" que compensa a falta de personalidade dos heróis. Não sei o quanto a escrita à quatro mãos atrapalhou (ou ajudou) no processo, mas enfim, apesar de todos os poréns, fiquei curioso para ler a inevitável continuação (ao que parece, será uma trilogia). Só me resta torcer para que os próximos episódios sejam melhores.

Abraços!